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VILA DA FEIRA

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Castelo de Santa Maria da Feira

 

O Castelo da Feira, também referido como Castelo de Santa Maria da Feira e Castelo de Santa Maria, localiza-se na freguesia e cidade da Feira, concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, em Portugal.

Outrora cabeça da Terra de Santa Maria, ex libris da Feira, é considerado como um dos exemplos mais completos da arquitetura militar medieval no país, uma vez que nele se encontra representada a vasta gama de elementos defensivos empregados no período

História

Antecedentes

Embora a primitiva ocupação humana do seu sítio remonte à pré-história, adquiriu maior relevância quando os Lusitanos aqui ergueram um templo em honra da divindade Bandeve-Lugo Tueræus.

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Após a Invasão romana da Península Ibérica, por aqui passava a estrada que unia Olissipo Lisboa a Bracara Augusta Braga, conforme os testemunhos arqueológicos que remetem esta ocupação ao período do Baixo Império.

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, este centro religioso pagão veio a ser transformado em um centro Mariano, desenvolvendo-se aqui uma feira regional, cuja elevada expressão daria nome ao local: Feira de Santa Maria.

A primeira referência documental à sua fortificação consta no manuscrito "Chronica Gothorum" anônimo, fins do século XII, que noticia a vitória de Bermudo III de Leão 1028-1037 sobre um chefe Mouro em terras do Castelo de Santa Maria 1045.

Datará deste período a construção da parte inferior da Torre de Menagem com funções de alcáçova, protegida por uma cerca amuralhada, da qual restam apenas os vestígios.

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A Dinastia de Avis

Ao eclodir a Crise de 1383—1385 em Portugal, o conde de Barcelos tomou partido por Castela, atitude seguida pelo alcaide do castelo.

Em 1385, o castelo e os domínios foram conquistados pelo alcaide do Castelo de Penedono, Gonçalo Vasques Coutinho, com o auxílio de recursos e gentes do Porto, para serem entregues a João I de Portugal, que por sua vez os entregou a D. Álvaro Pereira primo do Condestável D. Nuno Álvares Pereira 8 de abril.

Posteriormente, o soberano concedeu o castelo e seus domínios a João Rodrigues de Sá.

Afonso V de Portugal 1438-1481 fez mercê deste castelo a Fernão Pereira, 3º senhor da Feira, com a obrigação de fazer os reparos que se lhe impunham 1448. Fernão Pereira foi sucedido na mercê por seu filho, Rui Vaz Pereira, primeiro conde da Feira.

É deste período a atual conformação do monumento e a sua adaptação às funções de residência senhorial, tendo nele se hospedado Manuel I de Portugal 1495-1521, quando de sua peregrinação a Santiago de Compostela 1502.

Na segunda metade do século XV, D. Diogo Pereira, 4º conde da Feira, procedeu-lhe novas reformas, entre as quais se destacou a construção da torre do relógio desaparecida com o terramoto de 1755, conforme inscrição epigráfica numa lápide colocada sobre a porta da barbacã 1562.

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Características

O conjunto apresenta planta oval irregular, orientada no sentido norte-sul, em estilo gótico, tendo incorporado elementos de outros estilos ao longo dos séculos.

Com muralhas em alvenaria e cantaria de pedra, do período inicial, a Torre de Menagem domina a alcáçova; do final do século XV, datam as adaptações às demandas da pirobalística.

Em seu interior, na ampla praça de armas, encontram-se ainda os vestígios do antigo palácio seiscentista.

A porta da barbacã, coroada pelo brasão dos Pereiras é protegida por duas torres quadrangulares adossadas: a sudoeste, a Torre da Casamata, atrás da qual se encontra um recinto quadrangular e abobadado onde se alojavam os soldados e que servia como bateria com troneiras nos muros exteriores; no lado oposto a Torre do Poço, protegendo a nascente.

Pela porta da barbacã acedem-se, sucessivamente, a porta da Vila e a praça de armas, na qual se localiza a Torre de Menagem.

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Esta torre-alcáçova, ergue-se em três pavimentos: no inferior, a cisterna; no segundo o salão nobre, destacando-se três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas com conversadeiras; no terceiro a área residencial íntima.

A seguir à Torre de Menagem, rematada com coruchéus cónicos, o visitante encontra a tenalha, precedida pelo chamado pátio da traição onde se abre a respectiva porta. Em lado oposto à tenalha, adossada à muralha da cerca erguem-se a capela, de planta hexagonal, sob a invocação de Nossa Senhora da Encarnação, e a Casa da Capelania, em estilo barroco.

Fonte Wikipédia

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