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ANTÓNIO EGAS MONIZ

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António Egas Moniz

 

António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz  foi um médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português.

Foi galardoado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess.

Biografia

Nascido António Caetano de Abreu Freire de Resende no seio de uma família aristocrata rural, a dos Viscondes de Baçar, seu tio e padrinho, o padre, Caetano de Pina Resende Abreu e Sá Freire, insistiria para que ao apelido sobrenome fosse adicionado Egas Moniz, em virtude de a família de Resende descender em linha directa de Egas Moniz, o aio de Dom Afonso Henriques.

Formação e actividade académica

Completou a instrução primária na Escola do Padre José Ramos, em Pardilhó, e o Curso Liceal no Colégio de S. Fiel, dos Jesuítas, em Louriçal do Campo, concelho de Castelo Branco.

Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, onde começou por ser lente substituto, leccionando anatomia e fisiologia.

Em 1911 foi transferido para a recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde foi ocupar a cátedra de neurologia como professor catedrático. Reformou-se em Fevereiro de 1944.

Em 1950 é fundado, no Hospital Júlio de Matos, o Centro de Estudos Egas Moniz, do qual é presidente.

O Centro de Estudos é, em 1957 transferido para o serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria onde existe ainda hoje compreendendo, entre outros, o Museu Egas Moniz onde se encontra uma restituição do seu gabinete de trabalho com as peças originais, vários manuscritos, entre outros.

Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro.

A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias, aneurismas, hemorragias e outras mal-formações no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.

As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da época, que admiravam a acuidade das suas análises e observações.

A 5 de Outubro de 1928 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Benemerência e a 3 de Março de 1945 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada

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Actividade política

Egas Moniz teve também papel activo na vida política.

Foi fundador do Partido Republicano Centrista, dissidência do Partido Evolucionista; apoiou o breve regime de Sidónio Pais, durante o qual exerceu as funções de Embaixador de Portugal em Madrid 1917 e Ministro dos Negócios Estrangeiros 1918; viu entretanto o seu partido fundir-se com o Partido Sidonista.

Foi ainda um notável escritor e autor de uma notável obra literária, de onde se destacam as obras "A nossa casa" e "Confidências de um investigador científico".

Faleceu em Lisboa, a 13 de Dezembro de 1955.

Obra

Actividade científica

Como investigador, Egas Moniz, contando com a preciosa colaboração de Pedro Almeida Lima, gizou duas técnicas: a leucotomia pré-frontal e a angiografia cerebral

Prémio Nobel

António Egas Moniz foi proposto cinco vezes 1928, 1933, 1937, 1944 e 1949 ao Nobel de Fisiologia ou Medicina, sendo galardoado em 1949.

A primeira delas acontece alguns meses depois de ter publicado o primeiro artigo sobre a encefalografia arterial e, subsequentemente, ter feito, no Hospital de Necker, em Paris, uma demonstração da técnica encefalográfica.

Este imediatismo não era uma coisa absolutamente ridícula pois, na verdade, «a vontade de Alfred Nobel era precisamente a de galardoar trabalhos desenvolvidos no ano anterior ao da atribuição do Prémio» Cf. Manuel Correia, 2006 .

A técnica desenvolvida por Egas Moniz, a operação ao cérebro denominada lobotomia, após forte controvérsia deixou de ser praticada na década de 1960.

Familiares de pacientes que sofreram aquela intervenção cirúrgica exigiram que fosse anulada a atribuição do Prémio Nobel feita a Egas Moniz.

FONTE WIKIPÉDIA

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